terça-feira, 7 de julho de 2009

Amor de passarinho


Ama-me baixinho
Em tons leves de carinho
Zumbindo ternura, fazendo mansinho
Qual som de passarinho

Ama-me toda plena
Em cada pétala pequena
Tão cálida quanto amena
Qual flor de açucena

E por ser assim amor,
O meu e o teu coração,
Ama-me sem perdão
Ama-me sempre não.

Em tons claros de vontade
Cantando sereno, sentido saudade
Ama-me de verdade
Qual sabor de liberdade


Sávia Gabi – (6/7/2009 – 17:48h) todos os direitos reservados!


Entrelinhas: Mas isto é o que aprendi sobre o amor verdadeiro! Amor de passarinho... Porque as portas devem ficar abertas!

Te amo sempre à vontade e em vontade. E peço-te que ao me amar, que seja de verdade! Sejamo-nos assim: claros! E quando não mais houvermos, lancemos asas a outros amores....

Se o passarinho fica é porque há aconchego confortável, é porque ele deseja ficar... Nunca pensei num amor preso! Em querer-te só pra mim... Em querer ser só tua... Querer-te livre é o que me faz feliz, pois sei que sempre estará aqui, dentro de mim. Quando eu penso na gente sinto um amor desmedido, descontraído, distraído, sem peso e medidas, apenas sendo, sem exigir ou pedir. Um amor sem fronteiras, sem barreias, sem partida, sem chegada, uma liberdade comum aos dois! Sem pressão, sem exaustão, apenas compreensão! Um amor que não cede, mas soma! Porque não precisamos deixar de ser quem somos... Um amor em par! Uma unidade sem aliança material, mas pela vontade natural... Não há que se falar em consumo ou no tão famigerado fim. Quando penso na gente, penso num amor de portas abertas! De aproveitar o que de mais lindo podemos e sabemos que podemos oferecer um para o outro, de divertirmos na parceria e de fazermos planos comuns e felizes, sem deixar que isto nos pese... Afinal, penso nas nossas afinidades e complementos! O que me falta, há em ti. O que te falta, há em mim... Um amor que dá, sem precisar ser demais. Sem precisar de dependência... Um amor que não é vício, um amor que não pesa. Quando um dos passarinhos desejar ir embora é porque o abrigo já não o conforta mais, mas o outro passarinho não o impedirá de ir, nem mesmo deixará de amá-lo, porque amor de passarinho é compreensível e livremente eterno... Te amo como a um amigo! E isto é o que faz o nosso amor compreensível, sem cobranças ou pesos. Mas também te amo mais que amigo e penso em ti com meus desejos de mulher... O que torna este amor especial, completo, sem precisar ser tosco. Um amor que deseja tudo e nada! Mas que quer ficar perto e dividir (lágrimas ou sorrisos), para ser aproveitado sempre respeitando o momento individual de cada um...


Foto: O canto... (Sávia Gabi - todos os direitos reservados!) Fui agraciada com um som de passarinho, quando sozinha contemplava o céu da varanda de meu recanto... Estava deitada numa rede, com as pernas para o ar... São Miguel do Gostoso - RN.

10 comentários:

Mr. Almost disse...

Olá, Capitu!

Um poema lindo, suave, terno... Como você.

Me fez lembrar "Bilhete" de Mário Quintana:

"BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda..."

(Mário Quintana)

Beijos.

Tetê disse...

Capitu,

o amor é e deve permanecer em liberdade.

E vc faz disso um belo conto, um poema, uma poesia um verso... nossa... vc faz disso a alegria da vida.


Amor não é solidão, não é sacrifício,
não é sofrer sem fim,
amor é bem como disse,
liberdade.

Liberdade de expressão, de querer bem e no bem se fazer o bem, ao outro, no outro, com o outro...


A função da prisão nunca se limitou à privação "social",
vai além disso,
e atinge os sentimentos mais íntimos,
de tudo aquilo que acreditamos
e pior,
que pensamos ser possível!

E mesmo se essa prisão não existe,
mas assim nos sentimos... ou deixamos que o "outro" assim se sinta...

É porque o nome disso nada tem com amor!! Não!!!!!!!!!!!

O nome disso é egoísmo, porque o egoísta é aquele que não enxerga o outro e não enxergando,
é incapaz de quer bem.


:/


bjuuu

Capitu disse...

Olá, bem-quereres! Um cheiro de frescor para vocês...

Almost!!! Que delicadeza... Presentear-me com versos de Quintana tão afins aos meus!!!
Que felicidade e que bela surpresa, ao que não tão surpresa quanto aos desejos, inquietações e sentidos dos poetas... Que som lindo de passarinho pude sentir agora, com sua doce presença...

Linda, Tetê! A cada comentário seu nova poesia nasce em mim...

Mas, até chegarmos nesta compreensão, passamos por "tanta coisa"! (amor x egoísmo) Bem sabemos a alegria e a dor de cada coisa...

Mas ao menos chegamos! E partilhamos! “Sejamos livres e façamos livres”: amemos...


Obrigada pelas gentilezas, meus queridos! Grande beijo!!!

Mr. Almost disse...

Capitu,

Amor de passarinho
Não precisa de esquadro e corrector
É feito no ninho
Sem as réguas do pudor.

Né?..

Vá, confessa!

Rsss. Beijos!

Capitu disse...

Porque amor de passarinho é feito exatamente assim, Almost! Confesso minha nudez... hummmmm O aconchego deste ninho sem as réguas do pudor é tudo o que eu preciso para deixar minha tarde cinzenta de inverno mais acolhida...(risos) Adorei a sutil verdade dos seus versos!!!

Obrigada pela delicadeza...

Um beijo triplo ao Priorado!!

rm disse...

Piu! rss

Agora falando sério e mudando de assunto: quando você vai publicar seu livro de poesias?

Nicole Louise disse...

"Ama-me baixinho
Em tons leves de carinho
Zumbindo ternura, fazendo mansinho
Qual som de passarinho"

Graciosidade pura.

Carol disse...

LINDO BLOG!!!!!!!!!
Está mais que favoritado!!!!!
Parabéns!

Tetê disse...

Savinha,
saudade moça!!

O passarinho tá voando longe,
hein??

bjU

IN words disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

um aceno!

Costumo dizer que sou sentimento do pé ao último fio do cabelo... Às vezes minha razão aparece assim: despercebida... Mas enquanto ela não chega, prefiro não ficar pensando nela... O certo é que ouvindo a tal da “voz interior” eu vou vivendo, nem sempre feliz em tudo que desejo, mas aprendendo em tudo que faço... Ser coerente ao que de fato aspiro é o que me move! Pois acredito que está, nesta mesma coerência, a probabilidade mínima de chegar à frustração... Desejo a todos que vivam! Verdadeiramente... O tempo é pouco para aqueles que esperam... O tempo é rude com aqueles que tem medo! As palavras que deixarei aqui nem sempre serão altivas, nem sempre serão afáveis. Podem às vezes até ser tristes ou mesmo ásperas! Mas acreditem, a intenção será bem saudável e naturalmente humana... As imagens que deixarei aqui são resultados da realização que me faz sentir viva ao fotografar uma beleza que acredito. Resolvi compartilhar minha “nudez” em desejo ao bem comum em meio às minhas convivências... Sejam todos bem-vindos! Divirtam-se...

Capitu

Capitu

Capitu