
Querido revisor, o que seria dos versos de um poeta se não fosse a poesia que ele vê em todas as coisas? E o que seria dos versos de um poeta se não fossem os pensamentos e os sentimentos que o inquietam? E o que seria do poeta se não pudesse sentir-se e externar o que sente quando o sente? Cada poesia é diferente e se, à procura da poesia, Drummond diz não haver poesia em certos caminhos, porque simples assim o fez para que houvesse escrito tais versos, fazendo poesia até mesmo do que julga não haver poesia...
E assim... Como em todas as coisas... Até Drummond diz e “desdiz” para fazer versos...
Poema do jornal (Carlos Drummond de Andrade)
O fato ainda não acabou de acontecer
e já a mão nervosa do repórter
o transforma em notícia.
O marido está matando a mulher.
A mulher ensangüentada grita.
Ladrões arrombam o cofre.
A polícia dissolve o meeting.
A pena escreve.
Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.
Hino nacional(Carlos Drummond de Andrade)
Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.
O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonetes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas...
Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.
Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.
Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões...
os Amazonas inenarráveis... os incríveis João-Pessoas...
Precisamos adorar o Brasil!
Se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão
de seus sofrimentos.
Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?
Eduardo Alves da Costa
Quanto a mim, sonharei com Portugal
Às vezes, quando
estou triste e há silêncio
nos corredores e nas veias,
vem-me um desejo de voltar
a Portugal. Nunca lá estive,
é certo, como também
é certo meu coração, em dias tais,
ser um deserto.
E como cada poesia tem sua própria vida, não vou a procura dela! Deixo que ela me arrebate quando menos espero, eis que está em mim...
Os poemas (Mário Quintana)
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Espelho (Mário Quintana)
Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste...
E não há como não fazê-la dos acontecimentos que vejo, dos sentimentos meus...
Insônia (Álvaro de Campos / Fernando Pessoa)
Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insônia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstração de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo exceto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exatamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exatamente. Mas não durmo
Se eu me importar realmente com a procura da poesia, estarei de fato tentando poetizar e controlar o que escrevo... Ficar presa a isto é o que não quero... Entenda: este é meu jeito de fazer versos! Todos eles são intuitivos... Quando percebo, as letras já saltaram para o papel... Claro que procuro cuidar do português, fazendo uma correção aqui outra ali, trocando certas palavras, até mesmo em atenção ao razoável ouvido à musica, mas tudo como naturalmente fazemos ao final de cada rascunho... E por que não fazê-lo? E que bom que cada poeta escreve à sua maneira... Tal diferença é o que nos permite ter um legado tão lindo de escritos para todos os gostos! Mudar o meu jeito genuíno de escrever foge da minha proposta e ficaria pesado demais para mim... Deixaria de ser eu, e aí sim, meus versos não teriam vida própria... Contudo, embora sejam eles donos de suas vidas, quero que "meus filhos" tenham a minha cara! E que levem a minha assinatura sim, ainda que não subscrita... (Afinal, qual poeta gostaria que seus versos fossem órfãos? Além de ser muito bom quando alguém percebe nossos escritos: "isto é coisa de Capitu..." Mesmo que tal nome não esteja lá... Entende?) Que meus versos alcem voos por aí como eu os faria! E que minha poesia seja clara quanto à mensagem que desejo passar! E que mesmo querendo fazê-la entendida a qualquer pessoa que lê-la, que este entendimento seja uma forma bem particular de apenas senti-la... Não ficarei medindo as minhas palavras... Simplesmente deixarei que minha intuição leve-me... Seja ao exagero, seja ao bucólico... Seja ao leve, seja ao complexo! O certo é que penso em minha poesia como o processo naturalmente saudável de extravasar meus sentimentos... E talvez, quem sabe em um próximo futuro, esta seja mais uma forma estudada e conceituada pelos literatos, assim como novas formas surgem, assim como grandes escritores, hoje copiados e exemplificados, um dia tiveram suas letras como ousada novidade criticada, e censurada... Assim como tudo o que João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira tiveram de aprender e, acima de tudo, defender, para que hoje seus escritos fossem tidos como são...
"Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado".
(Alberto Caeiro por Fernando Pessoa)
Caro revisor! Não há fórmula cartesiana de se fazer poesia... Sinta, exponha-se livremente como achar que deva... Há de se ter alguém para ler-lhe e mesmo que não haja o outro, há simplesmente você... E sinta-se feliz por isto! Não se preocupe com títulos, com formas já conceituadas, um dia a sua será tomada como primária... Porque conceitos o próprio homem é quem cria! Surge de lugar algum! E vira-se fato... Até que um literato famoso repare e todos tomam como verdade. E nada é findo! E nada está escrito... A não ser os dizeres das estrelas e a exatidão sábia do Universo...
"Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior.
Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se vento..."
(Alberto Caeiro por Fernando Pessoa)
Por fim, sinta-se livre de todas as amarras predefinidas... Aja como primeiro fosse e seja único! O mundo está aí para todos os gostos...
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
Cancioneiro
Querido revisor! Deixe-me aqui quieta com meus acontecimentos e com minhas sensações! Afinal, o que seria do poeta se não fosse a sua própria vida? E por que não me incluir em meus versos quando eles traduzem o humano, se sou o próprio ser humano?
Entrelinhas: vide comentário do post “Uma poesia qualquer”.
Foto: O segredo: a poesia das coisas... (Taguatinga-DF) Sávia Gabi - todos os direitos reservados!
Fonte das poesias: www.jornaldepoesia.jor.br.
19 comentários:
repara no Drummond, ele "finge" que não está fazendo poesia. O poeta é um fingidor, então não acredite muito no Pessoa (em nenhum deles) :)
olha, fico feliz que estamos acabando com a "tranqüilidade" por esses lados haha.
bj
p.s. - está tarde (2h51) estou com um sono danado e amanhã leio o resto e continuo os comentários, combinado?
Pô, Capitu,
Você suspendeu a poesia para descarregar o revólver no crítico literário!
I like that, I like that!...
Cheira a pólvora
Queimada
E há fumo no ar.
O que me apavora
É que não vejo nada.
Rsss... Viu?!!! Fiz um poema! Uauau! Diz que gostou, diz!...
Sr, quase...
...repare que poderia ter usado "sabe" no lugar de "cheira".
Considerando que saber pode significar 'ter sabor', além do significado mais conhecido, deixaria o verso mais rico.
Ainda vimos pouco, no entanto...
Bom dia, bem-quereres!!!
Satisfação vê-los aqui logo cedo!
Mauro!!! Não acreditemos em nenhum deles... Mas usurpemos suas palavras, mesmo que fingidoras, para às vezes nos servirem de aconchego... Então, querido! Não haveria melhor revisor para mim aqui neste espaço...
Você está sendo capaz de me provocar e isto é muito bom!!! É em bate-papos assim que acabamos por aprender e crescer... Quero muito continuar trocando idéias contigo! E sei que o faremos da melhor forma que nos for possível... Ainda mais que já estamos bem à vontade quanto aos comentários... Você já é meu revisor... Mesmo que eu não lhe veja pessoalmente, mesmo que eu não lhe toque! Acredito que a melhor forma de ajuda está nesta edificante provocação. Adoro! Aguça meus sentidos, faz com que me sinta viva!!! Espero ansiosa pelo término da sua colocação... Seja sempre bem-vindo!!! :)
Mr. Almost!!! Não seja tão “agressivo” (risos)! O que acontece aqui é uma saudável consideração entre dois amantes da poesia!!! Eu sei que você gosta de ver o circo pegar fogo! (I know, I know! And I like that too...
! uauauauau)
Quem sou eu para dizer que você não fez um poema! Sim! Você fez!!! E que lindo que não viu nada: não há que se ver tiroteios em guerrinha de amor... hummmm
Um beijo, meus queridos! Feliz sou eu que tenho vocês a ler-me!!!
hummmm! Viu aí, Mr. Almost!!! As considerações aqui são assaz saudáveis!!! Mas posso falar por excelência que cheiro tem sabor... (Considerando o comprometimento das minhas vias olfativas, é claro!!! rsrsrs)
Inclusive amanhã será um grande marco em minha vida! O dia em que meu nariz irá de fato mostrar a que veio... (risos)
espero que seu nariz
mostre a que veio
acertando na veia
e isso a faça feliz.
quáquáquá
Suerte!
Vou deixar pra ler quando você voltar da cirurgia. Boa sorte!
Sr. Mauro és e Capitu:
Agradeço a sugestão, mas decidi manter o que escrevi quanto ao cheiro. Pouco me importa que o verso continue pobre, e até pode ser uma pequena homenagem de soladriedade à pobreza.
Uma vez que viram pouco, decidi completar o poema. Sugiro para título: História do crime que não aconteceu".
Ficou assim:
Cheira com intensidade a pólvora
Queimada
E há uma densa fumaça no ar…
O que mais me apavora
É que o fumo não me deixa ver nada!
Valha-me Deus! Que sina!
Receio tropeçar no corpo,
E que ao perder o equilíbrio
Não consiga saltar por cima,
E acabe caindo sobre o morto.
Vá, Almost, mostre-lhe brio!
E se me sujasse de sangue?
E se, entretanto, a polícia chegasse?
Pensaria que pertenço ao gangue?
Seria eu suspeito de o matar?
Era preciso ter muito azar!
Pelo sim, pelo não e até pelo talvez
Vou abrir as janelas ao vento
Para que esta fumarada seja de vez,
Levada e que se perca no tempo.
Calma!... Isto ainda tem solução!
Esfregar-me-ei com água de linhaça
Num ápice trocarei todas as vestes
E assim disfarçado o odor da fumaça,
Nunca Nunquinha me descobrirão!
E os sábios, sim, e os mestres?...
Irão fazer aturadas análises químicas
Nos seus laboratórios de ciência legal?
Ahahaha, que tolos! Com que forças anímicas
Se já estarei são e salvo em Portugal?
“Sr. Quase... repare que poderia ter usado”…
O quê?... O morto falou?... Não morreu?...
Mas que sortudo e que grande mafarrico:
Mesmo com o sabor no nariz da pólvora queimada,
E a boca atolada de um cheiro ainda mais rico,
Acaba de me criticar, por amor à sua amada!
“Ainda vimos pouco, no entanto”...
Pudera! Pudera! Com tanto fumo, tanta fumaça
Como poderiam ver mais do que eu?
Contentem-se com esse tanto!
Afinal a Capitu não estava armada
E o crítico, fatigado, somente adormeceu (desde as 2h51).Melhorou?... Rsss...
Capitu:
Felicidades para a intervenção cirúrgica. Estou certo que correrá bem.
Beijos!
Sr. Mauro:
Vou saborear uma sesta tardia. Com licença!
Sávia,
há alguns anos eu fiz um workshop com duas gravuristas: Maria Bonomi e Renina Katz. Para ser aceito era necessário apresentar um trabalho e desenvolver um outro posteriormente.
No final houve uma roda aberta onde elas criticavam nossos trabalhos, me lembro que Renina elogiou uma garota e realmente eram excelentes as gravuras. Na minha vez ela disse que o meu defeito era 'desenhar bem'.
Na hora preferi ficar com o ego arranhado. Mas, a sutileza que ela empregou foi gritante, porque aquilo estava me acomodando.
Uma vez Miró disse que passou a desenhar com a mão esquerda porque a direita estava ficando muito 'sabida'.
Qualquer mudança requer esforço e é claro que não é fácil, ainda mais que estamos acostumados a sermos nós mesmos. Mas quem disse que somos uma obra acabada?
O bom é que você, apesar de se 'defender', aceita o debate e isso não é pouco. Além de ser inteligente e saber que criticar não é falar mal, mas aplicar o juízo na análise, questionar...
Sigamos.
Escrever-se escancaradamente ou nas entrelinhas é poetar com a alma!
Beijos e sorte Capitu
Sávia,
acho que você vai gostar desta escritora: natércia pontes.
http://natercia.blogspot.com/
ela é de Fortaleza, mas vive no Rio, deve estar com 29 anos.
Nunca creia em palavras, creia em sentimentos.
Palavras saem a esmo, perdidas, fugidas, enlouqueridas....
Sentimentos são reais
Quando assumidos conferem ar de " coragem" a quem os liberta
Sávia, sua linda!!!!
Cada dia mais afiniada....
...é que fica difícil fazer literatura sem palavras...
Pobre de mim que não sei viver sem palavras... :(
p.s: Capitu você virou tatu? Sumiu :( Plift, Ploft, Puft!
p.s2: Cirurgia?!
Tem poesia e, felizmente, tem poetas.
Não sei fazer poesia, mas gosto de sentir quando algo ao meu redor se transforma em uma.
beijos
Savinha!!!
Tudo de bom!! e precisar só falar, tá??
Bjus!
Gostei...
Beijos!
Ei Sávia,
pequena suspensão? Puxa, não quero nem ver a "longa"... rss
(espero que já tenha se recuperado. Dê notícias!)
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