segunda-feira, 11 de maio de 2009

O observador



O observador sente o insano
Em júbilo ao sagrado
Respeita o silêncio
Em reverência à música
Sente quando deve parar
E ouve...

Na condição de poeta,
O observador alcança seu olhar
Aos simples detalhes em farejo à vida
Cumplicentemente aos versos de sua poesia...

Descobre que para viver
É necessário observar!
E contempla a essência que existe
Em cada pulsar de matéria inerte
Pacientemente...

O observador entende:
Há brados e sorrisos!
Há aflitos por aí...
Há vitórias e fracassos
Há abraços por aí...
Há caminhos e chegadas
Há coragem por aí...

Na condição de aprendiz,
O observador percebe que há mãos por aí.
Na condição de jogador,
O observador aprende que há felicidade por aí!
Coerentemente...

Observar é carregar bom senso
E saber a hora partir.
O observador sempre parte!
Rumo ao exílio ou rumo à evolução!
Solidariamente...

O observador escolhe,
Descobre que malabarismo
É o que se faz todos os dias para acordar
E acolhe a fragilidade que há por aí
Complacentemente...

O observador é artista
E ao mesmo tempo intimista!
O observador é atencioso
E ao mesmo tempo alheio...

O observador é apenas um dos navegantes
Que presenteiam o grande barco da sobrevivência,
Tentando segurar no alto mastro.
O observador pode chegar ao topo do mastro.

O observador carrega uma capacidade genuína de amar
E uma pureza curiosa no olhar...
Peças que determinam a visão além dos limites da embarcação.
A mesma embarcação que sobrevive em meio às tempestades...

O observador sabe que não está sozinho!
Considera as diferenças
E corresponde à lei do uno!
Sempre em comunhão à compleição divina...

Aquele que observa o mundo
Sem pretensão de sabê-lo
Tem o privilégio de poder senti-lo
E compreender que pode percebê-lo
Em essência,
Em cores,
Em segredo...


Sávia Gabi (06/04/2008-02:30h) todos os direitos reservados!

Entrelinhas: Tudo está a nossa volta... É excêntrico pensar na autossuficiência! Observar é vital... Perceber que o outro existe, assim como eu existo, é essencial... Respeitar as diferenças e ter consciência da necessidade de uma colaboração mútua para o bem comum é questão de sobrevivência!

Foto: Menino que caminha (Oeiras, primeira capital do Piauí). Sávia Gabi – todos os direitos reservados!

6 comentários:

Celine Ramos disse...

Ter coerencia na vida...A coisa mais dificil e um maravilhoso desafio.

Ser observador e coerente. Muito bom.
beijos

Tetê disse...

Savinha...
que bom estar aqui!!
mas como acredito que estou aqui pra tolerar e tolerando, sou mesmo coerente...
então, gente leva, na dança, a vida!
Bijus, Linda!!!

Mr. Almost disse...

Sávia...

Eu ia dizer que... Ia a dizer...

... Mas que poderia eu dizer se ainda nada ou pouco vi de tudo o que tenho observado e guardado segredo?

Capitu disse...

Olá!!! Boa noite, bem-quereres!!!


É, Celine! É mesmo um grande desafio!!! Mas é o caminho para o sentir-se leve...

Tê!!! Que bom vê-la aqui!!!! A intolerância por muitas vezes nos leva a uma bela gastrite... (risos) Mas também não é preciso aguentar tudo, né? Quando coerentes somos à nossa vida, tudo se torna mais fácil! Embora seja um grande desafio, como disse nossa amiga Celine, não é impossível...

Mr. Almost! Prazer inenarrável ter parte do priorado aqui... Mesmo em segredo!!! Então não diga nada! Guarde-o consigo, mas não se esqueça de partilhar um pouco do seu olhar com os ares do Universo! Lembranças minhas a PH e Mr. Pain!

Um beijo, bem-quereres! E façamos o que realmente interessa!!! Obrigada pelo carinho de sempre!!!

rm disse...

Ei mocinha-poeta,
observe, continue observando. Mas sem voyeurismo: é melhor participar, pular de cabeça...

(como de costume: lindos os versos!)

Capitu disse...

Claro, RM!!! Um bom observador sabe a hora de agir, e mesmo que não tenha exatidão, confia na tal capacidade de arriscar... Numa coerência feliz com a própria vida! Independente do resultado que lhe volte, ele sempre participa! (Mesmo em silêncio...)

Um beijo, meu querido! Obrigada pelo carinho e incentivo de sempre!!!!

um aceno!

Costumo dizer que sou sentimento do pé ao último fio do cabelo... Às vezes minha razão aparece assim: despercebida... Mas enquanto ela não chega, prefiro não ficar pensando nela... O certo é que ouvindo a tal da “voz interior” eu vou vivendo, nem sempre feliz em tudo que desejo, mas aprendendo em tudo que faço... Ser coerente ao que de fato aspiro é o que me move! Pois acredito que está, nesta mesma coerência, a probabilidade mínima de chegar à frustração... Desejo a todos que vivam! Verdadeiramente... O tempo é pouco para aqueles que esperam... O tempo é rude com aqueles que tem medo! As palavras que deixarei aqui nem sempre serão altivas, nem sempre serão afáveis. Podem às vezes até ser tristes ou mesmo ásperas! Mas acreditem, a intenção será bem saudável e naturalmente humana... As imagens que deixarei aqui são resultados da realização que me faz sentir viva ao fotografar uma beleza que acredito. Resolvi compartilhar minha “nudez” em desejo ao bem comum em meio às minhas convivências... Sejam todos bem-vindos! Divirtam-se...

Capitu

Capitu

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