Estou internada na cama do inferno.
Devo ter jogado pedra na cruz
E contrariado o demônio.
O que me acompanha é só uma tristeza cruel
E um ódio de ter confiado mais uma vez em minha intuição.
Esta maldita intuição que só me leva aos descaminhos e devaneios vãos.
Esta vontade inútil de amar é o que me condena!
Estou fadada à eterna abstração dos sentimentos...
Do que vale a minha pureza?
Do que vale a minha esperança?
Do que vale a minha vontade de viver?
Do que vale o meu sorriso e minha alegria?
Impunemente me deslumbro diante de um mundo insano
E o que vejo?
Gente fraca,
Gente egoísta,
Gente doente dos olhos,
Doente do coração,
Doente da razão!
Confundo estas doenças com as minhas!
Doença de acreditar no possível,
Doença de acreditar no bem,
Doença de acreditar numa paz que não se confunde com monotonia.
Chego na lamentável conclusão de que o mau e o mal sempre vencem!
É melhor ser mau a ser bom
É mais seguro estar mal do que bem.
É mais garantido ser deserto numa velha crosta de infelicidade pequena
A ser pleno diante de toda imensidão nova da felicidade...
Ser feliz é se expor!
Ser infeliz é se ocultar.
Gente que prefere se ocultar a se expor,
Gente que morre cedo!
Morre-se de frustração
Morre-se de negação
Morre-se por medo da permissão!
Confundo minha dor com a dor do meu próximo
Não sei onde começa a dele e onde termina a minha,
Nem sei se tais dores irão findar um dia.
As lágrimas insistem em continuar...
Se elas ao menos pudessem regar algum leito de rio seco,
Ou o jardim sem flor de uma Gente,
Valeriam a pena.
É lastimoso saber que Gente olha as flores como murchas!
É lastimoso saber que pessimismo e descrença são sinônimos dessa Gente!
É lastimoso perceber tamanha enfermidade!
Para qualquer lado que olho existem portas fechadas
Gente que se esqueceu de deixar as portas abertas!
Portas fechadas
Janelas cegas
Almas vegetando no escuro!
Almas sem Água
Almas com sede de Água!
Sinto-me pior agora
Eis que sinto a Gente que passa por nascentes de Águas Puras
Sem se consentir beber...
Gente que tem medo de se abaixar e unir as mãos para beber
Gente que tem medo de suas mãos!
Gente que tem medo de ver o próprio reflexo nas águas cristalinas que traduzem espelho
Medo de olhar-se no espelho!
Medo de aceitar-se com todos os seus desejos e suas inquietações.
Gente que vacila diante de suas fraquezas
Gente covarde...
Mal posso pensar nisto tudo,
Eis que me dói inda mais...
Dói a falta de coragem alheia!
Dói a minha falta de coragem!
Dói a minha ingenuidade
Dói o meu pensar no possível
Dói o meu pensar no bem
Dói o meu pensar em amar
Dói pensar!
Gente que tem medo de encarar o amor
E acaba por preferir a dor.
Dói saber que Gente é assim...
Somos genuinamente sós,
Mas é excêntrico ser feliz sozinho!
É difícil não colocar a carga da felicidade própria no outro,
É necessário saber que a felicidade não está no outro.
Gente que não aprende amar sem prometer,
Eis que o amor não combina com promessas.
Gente que não sabe amar sem pedir
Gente que não sabe amar sem se permitir
Gente que não sabe medir
Gente que não sabe amar
Gente que não sabe se doar!
Gente que não sabe se entregar!
Gente que fica feliz com a infelicidade do outro,
Gente que é infeliz com a felicidade do outro,
Gente que faz o outro infeliz!
Gente que não respeita a decisão alheia
Por ter a inútil certeza de que é uma decisão a favor do abismo!
Mas e daí? É decisão!
E o que importa o meu pensar sobre isto?
Pergunto ao Universo: por que Deus permite que eu passe por esta Gente?
Ele sabe que sinto a dor!
É mais seguro sentir dor a ser ajudado...
Gente acha que vai ter de retribuir
Gente pensa que vai ter de se apegar
Gente pensa que vai ter de sorrir...
É difícil sorrir para a Gente!
É difícil sorrir da Gente!
Pra Gente, é difícil sorrir!
Gente sem sentidos
Que se incomoda em ser sensível.
Gente que é quase
Gente quase nada
Gente quase gente
Gente quase indigente
Gente quase vive
Gente com imposição do se
Embaraçada com baldados porquês...
Gente com complexo sem beleza,
Simplesmente para não se traduzir...
Gente que alimenta a vaidade
E esquece de alimentar a alma!
A mesma alma que vegeta com sede.
Mal sabe, a Gente, que as portas devem ficar abertas.
Sempre!
Dói a partida!
Dói a ausência!
Dói a presença!
Dói o ter de dividir!
Dói o não ter com quem dividir!
Dói o ter de pedir perdão!
Dói o ter de perdoar
Dói o ter de decidir
Dói o ter de voltar atrás...
Gente que prefere partir.
Sempre!
Mesmo rumo ao nada
Mesmo rumo ao encontro da própria ansiedade
Mesmo rumo a caminho sem rumo!
Gente que prefere fugir...
Gente de um orgulho tosco!
Gente com medo de encarar seus erros
Gente que são seus próprios erros
Gente que não aprende com os erros!
Estou aqui, me embocando cada vez mais numa cadeira de aço,
Usando as pontas dos meus dedos num bailado de teclas sonoras
Que entalham letras numa tela que brilha.
A única luz em meio a um quarto escuro!
É noite?
É dia?
Gente é depressiva demais para saber!
Gente que não usa o velho papel e a velha caneta
Gente que não sai de casa
Gente que não olha o céu
Gente que não olha o Sol
Gente que não quer ver a luz que existe lá fora...
Gente que prefere se esconder em seus falsos conflitos
Acompanhados por suas drogas!
Gente que chama de conflitos a hipocrisia que criou diante de si mesmo
Para camuflar suas verdades
Por ter vergonha se ser gente!
Gente rendida diante do progresso
Gente que não evolui,
Gente que continua a mesma “gentinha”!
Gente sem atitude!
Gente preguiçosa!
Gente que prega um sorriso amarelo nos lábios
E finge felicidade diante de conceitos ridículos que o ridículo social manda!
Gente que vive querendo provar alguma coisa pro mundo inteiro
E esquece de provar pra si mesmo que é capaz de ser Gente...
Gente que esquece que o mundo inteiro “manda às favas” a tal Gente.
Sempre!
A lagarta vira borboleta ao sair do casulo
A águia passa por uma metamorfose de carcaça para a vida
E esta Gente, da qual sinto um pesar agora, esquece de mudar!
De se transformar!
De melhorar!
Gente só carcaça
Resistindo diante de sua figura desprezível.
E morre sem ter acreditado na sua própria altivez
E morre sem ter acreditado que é capaz de amar!
Estou cansada!
Estou numa exaustão fracassada de ter lutado com esta Gente
De ter lutado por esta Gente
De ter insistido com esta Gente a dar uma chance pra vida.
Ai, dor que me acompanha!
Ai, agonia que me aflige!
Não posso fazer nada diante da dor que a tal Gente insiste em sentir.
Apenas atirar-lhe palavras escritas em flechas,
Embora saiba que elas lhe serão inúteis,
Mesmo acertando o alvo, sem poupar, e sem rodeios...
Gente que se sente pressionada pelas verdades!
Sinto-me impotente diante do egoísta suicídio alheio!
Sinto-me impotente diante do ambicioso e egoísta homicídio alheio!
Solidariedade inútil...
Vejo o alheio cair e não posso resgatar...
Gente morta enterrada viva num vil sarcófago particular!
Todo enfeitado pelos padrões de sarcófagos
Ladrilhado com mesquinharias.
É burguês ter sarcófagos!
Dói o enterro desta Gente...
E eu, erma,
Fecho os olhos!
Um frio
Um choro
Um deserto
Um lamento
Uma tontura!
Um sono infindo...
Uma vontade enorme de dormir pra sempre.
Perco-me diante das poesias que recebi
Perco-me diante de tanto devaneio!
Perco-me diante do que não posso acreditar...
Diante de uma insensatez que trago engasgando,
Apenas em respeito ao falso frágil limite do outro.
E de tanto não acreditar, grito a Deus em prantos para que Ele me acorde!
Tenho uma leve sensação de estar sendo vítima de um terrível pesadelo...
E faço-me de vítima,
E tenho o pior dos sentimentos por mim agora: pena!
O mesmo sentimento que tenho por esta Gente...
Tudo por falta de coragem,
Tudo por acreditar que existem quimeras,
Verões e primaveras...
Tudo por ter medo de ser quem sou.
Tudo porque a Gente tem medo de ser quem é...
Tudo por querer morrer agora!
Aos vinte e poucos anos!
A Gente e eu,
No auge do nosso viço!
Para numa mentirosa tentativa
De que aos noventa e poucos (sabe-se lá chegarmos!)
Possamos ter o desejado mérito de viver,
Como quem passa uma vida inteira pagando pra se ter uma velhice
Sem saber que a mocidade lhe é dada de graça!
Como a nostalgia que irá sentir uma Gente futura que pouco viveu,
Pedindo mais tempo ao tempo,
Suspirando pela invenção de uma tal fonte da juventude,
Sentindo uma impiedosa saudade daquilo que se privou de viver...
E o que é pior,
Sei que não é apenas intuição...
Mas, tudo bem!
Devo respeitar numa paciência mórbida
A decisão de vida e de morte da Gente,
E minha!
Cada qual leva a vida que lastima e a morte que almeja!
Sávia Gabi (21/06/2007 - 23:57h) todos os direitos reservados!
Devo ter jogado pedra na cruz
E contrariado o demônio.
O que me acompanha é só uma tristeza cruel
E um ódio de ter confiado mais uma vez em minha intuição.
Esta maldita intuição que só me leva aos descaminhos e devaneios vãos.
Esta vontade inútil de amar é o que me condena!
Estou fadada à eterna abstração dos sentimentos...
Do que vale a minha pureza?
Do que vale a minha esperança?
Do que vale a minha vontade de viver?
Do que vale o meu sorriso e minha alegria?
Impunemente me deslumbro diante de um mundo insano
E o que vejo?
Gente fraca,
Gente egoísta,
Gente doente dos olhos,
Doente do coração,
Doente da razão!
Confundo estas doenças com as minhas!
Doença de acreditar no possível,
Doença de acreditar no bem,
Doença de acreditar numa paz que não se confunde com monotonia.
Chego na lamentável conclusão de que o mau e o mal sempre vencem!
É melhor ser mau a ser bom
É mais seguro estar mal do que bem.
É mais garantido ser deserto numa velha crosta de infelicidade pequena
A ser pleno diante de toda imensidão nova da felicidade...
Ser feliz é se expor!
Ser infeliz é se ocultar.
Gente que prefere se ocultar a se expor,
Gente que morre cedo!
Morre-se de frustração
Morre-se de negação
Morre-se por medo da permissão!
Confundo minha dor com a dor do meu próximo
Não sei onde começa a dele e onde termina a minha,
Nem sei se tais dores irão findar um dia.
As lágrimas insistem em continuar...
Se elas ao menos pudessem regar algum leito de rio seco,
Ou o jardim sem flor de uma Gente,
Valeriam a pena.
É lastimoso saber que Gente olha as flores como murchas!
É lastimoso saber que pessimismo e descrença são sinônimos dessa Gente!
É lastimoso perceber tamanha enfermidade!
Para qualquer lado que olho existem portas fechadas
Gente que se esqueceu de deixar as portas abertas!
Portas fechadas
Janelas cegas
Almas vegetando no escuro!
Almas sem Água
Almas com sede de Água!
Sinto-me pior agora
Eis que sinto a Gente que passa por nascentes de Águas Puras
Sem se consentir beber...
Gente que tem medo de se abaixar e unir as mãos para beber
Gente que tem medo de suas mãos!
Gente que tem medo de ver o próprio reflexo nas águas cristalinas que traduzem espelho
Medo de olhar-se no espelho!
Medo de aceitar-se com todos os seus desejos e suas inquietações.
Gente que vacila diante de suas fraquezas
Gente covarde...
Mal posso pensar nisto tudo,
Eis que me dói inda mais...
Dói a falta de coragem alheia!
Dói a minha falta de coragem!
Dói a minha ingenuidade
Dói o meu pensar no possível
Dói o meu pensar no bem
Dói o meu pensar em amar
Dói pensar!
Gente que tem medo de encarar o amor
E acaba por preferir a dor.
Dói saber que Gente é assim...
Somos genuinamente sós,
Mas é excêntrico ser feliz sozinho!
É difícil não colocar a carga da felicidade própria no outro,
É necessário saber que a felicidade não está no outro.
Gente que não aprende amar sem prometer,
Eis que o amor não combina com promessas.
Gente que não sabe amar sem pedir
Gente que não sabe amar sem se permitir
Gente que não sabe medir
Gente que não sabe amar
Gente que não sabe se doar!
Gente que não sabe se entregar!
Gente que fica feliz com a infelicidade do outro,
Gente que é infeliz com a felicidade do outro,
Gente que faz o outro infeliz!
Gente que não respeita a decisão alheia
Por ter a inútil certeza de que é uma decisão a favor do abismo!
Mas e daí? É decisão!
E o que importa o meu pensar sobre isto?
Pergunto ao Universo: por que Deus permite que eu passe por esta Gente?
Ele sabe que sinto a dor!
É mais seguro sentir dor a ser ajudado...
Gente acha que vai ter de retribuir
Gente pensa que vai ter de se apegar
Gente pensa que vai ter de sorrir...
É difícil sorrir para a Gente!
É difícil sorrir da Gente!
Pra Gente, é difícil sorrir!
Gente sem sentidos
Que se incomoda em ser sensível.
Gente que é quase
Gente quase nada
Gente quase gente
Gente quase indigente
Gente quase vive
Gente com imposição do se
Embaraçada com baldados porquês...
Gente com complexo sem beleza,
Simplesmente para não se traduzir...
Gente que alimenta a vaidade
E esquece de alimentar a alma!
A mesma alma que vegeta com sede.
Mal sabe, a Gente, que as portas devem ficar abertas.
Sempre!
Dói a partida!
Dói a ausência!
Dói a presença!
Dói o ter de dividir!
Dói o não ter com quem dividir!
Dói o ter de pedir perdão!
Dói o ter de perdoar
Dói o ter de decidir
Dói o ter de voltar atrás...
Gente que prefere partir.
Sempre!
Mesmo rumo ao nada
Mesmo rumo ao encontro da própria ansiedade
Mesmo rumo a caminho sem rumo!
Gente que prefere fugir...
Gente de um orgulho tosco!
Gente com medo de encarar seus erros
Gente que são seus próprios erros
Gente que não aprende com os erros!
Estou aqui, me embocando cada vez mais numa cadeira de aço,
Usando as pontas dos meus dedos num bailado de teclas sonoras
Que entalham letras numa tela que brilha.
A única luz em meio a um quarto escuro!
É noite?
É dia?
Gente é depressiva demais para saber!
Gente que não usa o velho papel e a velha caneta
Gente que não sai de casa
Gente que não olha o céu
Gente que não olha o Sol
Gente que não quer ver a luz que existe lá fora...
Gente que prefere se esconder em seus falsos conflitos
Acompanhados por suas drogas!
Gente que chama de conflitos a hipocrisia que criou diante de si mesmo
Para camuflar suas verdades
Por ter vergonha se ser gente!
Gente rendida diante do progresso
Gente que não evolui,
Gente que continua a mesma “gentinha”!
Gente sem atitude!
Gente preguiçosa!
Gente que prega um sorriso amarelo nos lábios
E finge felicidade diante de conceitos ridículos que o ridículo social manda!
Gente que vive querendo provar alguma coisa pro mundo inteiro
E esquece de provar pra si mesmo que é capaz de ser Gente...
Gente que esquece que o mundo inteiro “manda às favas” a tal Gente.
Sempre!
A lagarta vira borboleta ao sair do casulo
A águia passa por uma metamorfose de carcaça para a vida
E esta Gente, da qual sinto um pesar agora, esquece de mudar!
De se transformar!
De melhorar!
Gente só carcaça
Resistindo diante de sua figura desprezível.
E morre sem ter acreditado na sua própria altivez
E morre sem ter acreditado que é capaz de amar!
Estou cansada!
Estou numa exaustão fracassada de ter lutado com esta Gente
De ter lutado por esta Gente
De ter insistido com esta Gente a dar uma chance pra vida.
Ai, dor que me acompanha!
Ai, agonia que me aflige!
Não posso fazer nada diante da dor que a tal Gente insiste em sentir.
Apenas atirar-lhe palavras escritas em flechas,
Embora saiba que elas lhe serão inúteis,
Mesmo acertando o alvo, sem poupar, e sem rodeios...
Gente que se sente pressionada pelas verdades!
Sinto-me impotente diante do egoísta suicídio alheio!
Sinto-me impotente diante do ambicioso e egoísta homicídio alheio!
Solidariedade inútil...
Vejo o alheio cair e não posso resgatar...
Gente morta enterrada viva num vil sarcófago particular!
Todo enfeitado pelos padrões de sarcófagos
Ladrilhado com mesquinharias.
É burguês ter sarcófagos!
Dói o enterro desta Gente...
E eu, erma,
Fecho os olhos!
Um frio
Um choro
Um deserto
Um lamento
Uma tontura!
Um sono infindo...
Uma vontade enorme de dormir pra sempre.
Perco-me diante das poesias que recebi
Perco-me diante de tanto devaneio!
Perco-me diante do que não posso acreditar...
Diante de uma insensatez que trago engasgando,
Apenas em respeito ao falso frágil limite do outro.
E de tanto não acreditar, grito a Deus em prantos para que Ele me acorde!
Tenho uma leve sensação de estar sendo vítima de um terrível pesadelo...
E faço-me de vítima,
E tenho o pior dos sentimentos por mim agora: pena!
O mesmo sentimento que tenho por esta Gente...
Tudo por falta de coragem,
Tudo por acreditar que existem quimeras,
Verões e primaveras...
Tudo por ter medo de ser quem sou.
Tudo porque a Gente tem medo de ser quem é...
Tudo por querer morrer agora!
Aos vinte e poucos anos!
A Gente e eu,
No auge do nosso viço!
Para numa mentirosa tentativa
De que aos noventa e poucos (sabe-se lá chegarmos!)
Possamos ter o desejado mérito de viver,
Como quem passa uma vida inteira pagando pra se ter uma velhice
Sem saber que a mocidade lhe é dada de graça!
Como a nostalgia que irá sentir uma Gente futura que pouco viveu,
Pedindo mais tempo ao tempo,
Suspirando pela invenção de uma tal fonte da juventude,
Sentindo uma impiedosa saudade daquilo que se privou de viver...
E o que é pior,
Sei que não é apenas intuição...
Mas, tudo bem!
Devo respeitar numa paciência mórbida
A decisão de vida e de morte da Gente,
E minha!
Cada qual leva a vida que lastima e a morte que almeja!
Sávia Gabi (21/06/2007 - 23:57h) todos os direitos reservados!
Entrelinhas: Porque temos a banda sadia e a banda podre... A banda podre só ficará sadia, quando a gente acolhê-la...
Foto: Quando a janela está aberta... (Janela da Igrejinha Matriz do vilarejo Santa Rosa no mucicípio de Oeiras-PI. Sávia Gabi - todos os direitos reservados!)
12 comentários:
sim,
por mais que se queira.
Ei Sávia,
apesar de não ter competência para avaliar, tecnicamente, reconheço na sua poesia características bastante originais. E me agradam.
Agora, nesta, parece que você engatou uma quinta marcha e foi embora... rss
Quanto ao mérito, teria muito a comentar, mas vou preferir me valer de um outro poeta: "Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome..."
Oi, Camisinha! Seja sempre bem-vinda!!! hummmm Nome sugestivo! No bom sentido é claro... Sexo bom é sexo seguro!
Sim... Por mais que se queira desejar uma gente feliz, a escolha alheia é direito individual...
Muito obrigada pela visita!
Oi, RM! Segredinho: realmente procuro escrever com cuidado, mas confesso que técnica para avaliar eu também não tenho! Deixo esta tarefa aos literatos de plantão...
Nesta aqui eu ultrapassei a velocidade, e se no meu carro tivesse a sexta marcha, com certeza o faria... Foi sem poupar! Fui... Nada como sentimentos que nos arrancam lágrimas a sós em um quarto escuro... Lembro-me deste dia como ontem...
E acertou em cheio ao me deixar um agrado finalizando seu comentário com versos de Caetano! Que para minha surpresa, (e confesso a minha “leiguisse”) não haveria pensado antes na empatia com os meus... Talvez haja entre os poetas alguma inquietação em comum para despejarem afinidades...
Um beijoooooo
capitu,
cheguei há pouco do hospital, cuidando, em sua maioria, de pacientes que não trabalharam na promoção de sua saúde, resultando em prognósticos nada agradáveis.
e relendo este texto, me transportei àquele universo de dor, ânsia e tristeza.
pessoas que sofrem o descaso, às vezes de parentes próximos, de profissionais (!!) e até, deles próprios, ao negar a doença... ao negar as prescrições que fazemos.
em especial, hj fui mais dura do que normalmente sou, com uma senhora... mais tarde veio o arrependimento, ao ouvir meu professor dizer que "não há mto tempo pra ela"...
afinal, o que esperar?
ela teria sim! teria todo direito de fazer de sua vida o que bem entendesse... sua competência, sua responsabilidade.
a mim, caberia, simplesmente observar. calada.
nada mais a fazer!!!!
a não ser... ficar com a nítida sensação de fracasso.
.
Esta sensação de impotência diante do “suicídio” alheio também me permeia quando percebo... Mas não há nada que possamos fazer, Camisinha! Pode ser descrença minha, mas aprendi que Gente é assim... Em contrapartida, tento fazer o meu pouquinho e jogá-lo no Universo, numa pequena espera de que ele possa ser útil ao resgate de uma gente qualquer... E faço-me peregrina, às vezes contundente, às vezes vítima das minhas próprias doenças... Mas, anime-se! Troque esta sensação de fracasso pela certeza de que está fazendo a sua parte! E isto é o que realmente importa....
Beijo grande! E sinta-se a vontade em compartilhar aqui, neste espaço, suas sensações cotidianas....Sejam elas altivas ou tristes, serão sempre bem acolhidas!!!
só pra agradecer as palavras carinhosas,
obrigada.
Não deixe a banda podre falar mais alto.
Gente é feita para brilhar, não para ficar triste!
E vc tem uma luz que ilumina qualquer alma, menina!!!!!!!!!!!
É melhor amar do que somente ser amada, viu?
Infelizmente, os infelizes precisam da gente - questão de evolução - fazer o que?
capitu,
tão menina nas palavras...
tão mulher nas expressões...
tão ausente...
por favor,
nos presenteie neste domingo com post novo.
sua inteligência e sensibilidade me seduz
e sinto sua falta!
bom domingo,
A banda podre nos é cabida, assim como a sadia, querida Nicole! Eis que a imperfeição nos é característica por natureza... Às vezes, precisamos estar frente a frente com ela, para termos consciência de que somos falíveis... A insuficiência é meramente natural... E é preciso que acolhamos este nosso lado doente para que de fato possamos curá-lo... Ter consciência da nossa impotência e assumir nossas fraquezas pode nos fazer melhor como pessoas, para que, então, a podridão não nos fale mais alto!
Gente realmente nasceu para ser brilhar saudavelmente, querida Nathy! E é esta convicção que me faz por muitas vezes usar de palavras contundentes para tentar resgatar alguma gente infeliz neste mundão... Talvez possa ser muita pretensão de minha parte, mas acredito que um pouquinho que eu faça possa ser importante em meio à minha convivência... Quanto a amar... Nossa! Amo tanto, tanto! Não sei se minha forma de amar seja a correta, mas às vezes amo tanto que choro as dores do mundo... Sei que amor não combina com promessas! Amo, sem esperar... Mas sei que posso compartilhar...
Tetê!!!! Que linda! Em especial ao seu delicioso pedido prepararei um post meio afago nesta tarde amena de domingo... Do lugar onde estou, o céu mescla degradês entre o azul e o cinza... O dia está nublado e faz aquele frescor saudável pós-chuva! Então, vamos ao próximo post...
Um beijooooooo meninas!!!!!!!! Muito obrigada pela solidariedade aos meus sentimentos, pelo carinho a mim e acolhimento aos meus escritos!!! Sintam-se sempre bem-vindas!!!!
savinha,
só agora passando, que coisa feia, né?
desculpa o mal jeito,
não acontece de novo
!
Mocinha! Não se preocupe!!! Sinta-se à vontade para passar aqui quando quiser!! Sempre será bem-vinda!!! E sempre é tempo para compartilharmos com os amigos!!!!
Beijo grande!
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