segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Redenção



A cada nota de tic-tac que me vem da parede
Um suspiro se esvai no eco do ifinito...


Ai, esta espera que me mata!

Mata-me em ritmo de pingos d'água
lentamente gotejados por uma torneira velha
(Que já não tem a aderência das torneiras novas)
esta espera que me mata...

Mata-me o ter de esperar por um alento...
Um suspiro...
Um som qualquer vindo de algum lugar em que estejas.


Mata-me a dúvida do não ter a certeza de que certo será
o que a espera anseia por algo que me mata...
Sem dó ou piedade
Mata-me sem poupar!

E fico aqui a esperar enquanto mata-me
o não saber das coisas que acontecem por lá...
Assim... Em ti.

Mata-me!

Dói em mim a dor da espera.
A dor complacente e fiel em respeito ao teu silêncio...
Por tanto tempo adormecido!
Espero.

E por matar-me assim tão devagar
anseio feliz por essa morte que me trará a ti novamente,
meu desengano de amor primário!
Morta ou viva...
Não resito,
eis a minha redenção!
Deixo matar-me...


Sávia Gabi (15/12/2008 - 10:14h) todos os direitos reservados!



Entrelinhas: quando lhe reencontrei e me rendi aos teus encantos...

Foto: o auto-retrato III: a redenção... (Sávia Gabi - todos os direitos reservados!)

um aceno!

Costumo dizer que sou sentimento do pé ao último fio do cabelo... Às vezes minha razão aparece assim: despercebida... Mas enquanto ela não chega, prefiro não ficar pensando nela... O certo é que ouvindo a tal da “voz interior” eu vou vivendo, nem sempre feliz em tudo que desejo, mas aprendendo em tudo que faço... Ser coerente ao que de fato aspiro é o que me move! Pois acredito que está, nesta mesma coerência, a probabilidade mínima de chegar à frustração... Desejo a todos que vivam! Verdadeiramente... O tempo é pouco para aqueles que esperam... O tempo é rude com aqueles que tem medo! As palavras que deixarei aqui nem sempre serão altivas, nem sempre serão afáveis. Podem às vezes até ser tristes ou mesmo ásperas! Mas acreditem, a intenção será bem saudável e naturalmente humana... As imagens que deixarei aqui são resultados da realização que me faz sentir viva ao fotografar uma beleza que acredito. Resolvi compartilhar minha “nudez” em desejo ao bem comum em meio às minhas convivências... Sejam todos bem-vindos! Divirtam-se...

Capitu

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