
A cada nota de tic-tac que me vem da parede
Um suspiro se esvai no eco do ifinito...
Ai, esta espera que me mata!
Mata-me em ritmo de pingos d'água
lentamente gotejados por uma torneira velha
(Que já não tem a aderência das torneiras novas)
esta espera que me mata...
Mata-me o ter de esperar por um alento...
Um suspiro...
Um som qualquer vindo de algum lugar em que estejas.
Mata-me a dúvida do não ter a certeza de que certo será
o que a espera anseia por algo que me mata...
Sem dó ou piedade
Mata-me sem poupar!
E fico aqui a esperar enquanto mata-me
Sem dó ou piedade
Mata-me sem poupar!
E fico aqui a esperar enquanto mata-me
o não saber das coisas que acontecem por lá...
Assim... Em ti.
Mata-me!
Dói em mim a dor da espera.
A dor complacente e fiel em respeito ao teu silêncio...
Por tanto tempo adormecido!
Espero.
E por matar-me assim tão devagar
anseio feliz por essa morte que me trará a ti novamente,
meu desengano de amor primário!
Morta ou viva...
Não resito,
eis a minha redenção!
Deixo matar-me...
Sávia Gabi (15/12/2008 - 10:14h) todos os direitos reservados!
Assim... Em ti.
Mata-me!
Dói em mim a dor da espera.
A dor complacente e fiel em respeito ao teu silêncio...
Por tanto tempo adormecido!
Espero.
E por matar-me assim tão devagar
anseio feliz por essa morte que me trará a ti novamente,
meu desengano de amor primário!
Morta ou viva...
Não resito,
eis a minha redenção!
Deixo matar-me...
Sávia Gabi (15/12/2008 - 10:14h) todos os direitos reservados!
Entrelinhas: quando lhe reencontrei e me rendi aos teus encantos...
Foto: o auto-retrato III: a redenção... (Sávia Gabi - todos os direitos reservados!)